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terça-feira, 10 de abril de 2012

O delicioso óleo essencial de alecrim

O alecrim era reverenciado como erva sagrada para memória; Culpeper disse que o alecrim "ajuda uma memória fraca e agiliza os sentidos". Na Idade Média, o alecrim era espalhado pelo chão e levado em ramalhetes para ser inalado em situações difíceis. Acreditava-se que a erva evitava os maus espíritos e era o elixir da juventude e da vida.

O alecrim era queimado em quartos de doentes para desinfetar e para proteger contra doenças infecciosas. Era também conhecido por suas qualidades revigorantes e estimulantes. Pesquisadores da Alemanha descobriram, em 1987, que a erva tem efeito estimulante no Sistema Nervoso Central, o que reforça a afirmação de Culpeper.

Para as emoções e a mente o alecrim é revigorante, estimulante e descongestionante. Ajuda na concentração e nos estudos, além de despertar alegria e bem-estar.

Na circulação o alecrim também e estimulante, ajudando a aliviar a sensação de cansaço nas pernas, reduzindo inchaço e  ativando a circulação.

Seu aroma é indicado para aliviar sintomas de resfriados e abranda congestões.

O alecrim é ainda considerado antifúngico e antibacteriano, podendo ser usado como desinfetante, ajudando a prevenir infecções e desodorizando o ar. Pode-se diluir 1 gota do óleo essencial em um difusor aromático, ou ainda adicionar 2 gotas do óleo essencial a 100ml de água fervida e resfriada e colocar em um borrifador de água; Chacoalhe bem e vaporize o ambiente.

Na área da beleza o óleo essencial de alecrim tem efeito refrescante e revigorante para a pele, podendo ser adicionando em tônicos de limpeza para a pele.

Contra-indicações: o óleo essencial de alecrim é contra-indicado para crianças hiperativas, para pessoas que possuem hipertensão arterial, trombose e para quem faz uso de remédios de homeopatia.

Texto baseado no livro de MAXWELL-HUDSON, C. Aromaterapia & Massagem. São Paulo: Vitória Régia, 2000.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Uma das possibilidades psicossomáticas da obesidade

A obesidade é um assunto que é sempre pesquisada pela comunidade científica e explorada por oportunistas que oferecem regimes milagrosos que mais prejudicam o corpo do que resolvem o problema.

O aumento de peso tem afetado boa parte da população; A preocupação com a elevação de peso, na maioria das vezes, é exagerada, porque não só afeta o físico, mas também abala a auto-estima e fere o amor-próprio.

Excesso de peso é um constante desconforto. O espelho denuncia a existência de curvas indesejadas no corpo, as roupas não cabem mais, e para o desespero da pessoa, ela precisa admitir que engordou.

O que mais afeta as pessoas que estão acima do peso é serem taxadas de gordas e discriminada no grupo de amigos. A adequação é um dos objetivos de qualquer um, portanto a obesidade fará a pessoa sentir-se inadequada; isso causa grande abalo emocional. 

Antes de se dedicar a um método de redução de peso, é preciso integrar-se com a própria realidade corporal, porque muitas vezes a pessoa não está tão acima do peso como imagina, mas, em sua visão distorcida do próprio corpo, ela equivale a alguém que posui peso bem elevado.

ACEITAR o próprio peso não significa acomodar-se à condição em que se encontra. Se a pessoa se integrar com a sua REAL CONDIÇÃO, sem se depreciar, ela vai escolher um método de emagrecimento que não agrida o corpo e não prejudique a saúde.

Quem comete exageros, aventurando-se em regimes rigorosos e exercícios pesados para perder o máximo de peso em mínimo de tempo, não respeita os limites do corpo e, consequentemente, agride-se. Empenhar-se nos objetivos estéticos é saudável, mas não se deve radicalizar.

O verdadeiro bem-estar não depende do peso que o corpo apresenta, mas sim de como a pessoa está se sentindo interiormente.

Cuidar do corpo é um gesto de carinho. Evitar os excessos e preservar a integridade física com dietas amenas intercaladas com exercícios leves representa uma maneira natural de perder peso, sem a pressão exercida pela baixa auto-estima quando se atrela o emagrecimento à felicidade.

A insegurança e a fragilidade interior tornam a pessoa dependente das formas físicas para estabelecer vínculos afetivos. Já aqueles que são interiormente saudáveis, além dos cuidados com o corpo, consideram outros talentos como agentes de integração e preservação de um relacionamento. A estética corporal promove uma aproximação circunstancial. A condição emocional é responsável por estender uma relação.

No âmbito metafísico, o aumento de peso está relacionado com a fragilidade interior, que se compara a uma imaturidade emocional. A pessoa pode sentir-se despreparada para lidar com algumas situações, geralmente na relação familiar ou afetiva, mas pode ser também de ordem profissional ou social.

Assustada com o desenrolar dos fatos, sente-se desamparada. Em vez de enfrentar as dificuldades do ambiente, recorre aos subterfúgios para atenuar suas frustrações.

Um dos mecanismos de fuga mais frequentes é a alimentação. A pessoa precisa sempre estar mastigando algo para atenuar o ócio ou extravasar a indignação. Também o prazer do alimento compensa o desconforto da realidade, preenchendo o vazio interior.

Outra forma de compensar é por meio das faculdades mentais. Enquanto pensam em tudo o que tem que fazer, emitem impulsos mentais para o organismo, que, em virtude disso, se prepara para exaustivas atividades, armazenando uma série de nutrientes absorvidos na digestão, principalmente as gorduras, que servem de combustível para o corpo na hora de realizar as tarefas planejadas.

As pessoas acima do peso tendem a mostrar grande afeto para com os outros, mas em seu íntimo pode repousar uma grande carência. Exemplos disso ocorrem quando existe um término de relacionamento, ou uma perda de emprego, ou uma queda financeira, as pessoas podem ganhar muito peso na busca de preencher a lacuna emocional, que é compensada pelo revestimento de gordura no corpo.

Dedicar-se a uma reformulação das condições interiores representa um ingrediente fundamental nas dietas e exercícios que visam à redução ou controle de peso.

Fonte: VALCAPELLI & GASPARETTO. Metafísica da Saúde. Volume 3. Editora Vida e Consciência, 2004.

Os florais de Bach podem ajudar na motivação e na auto-estima corporal, fatores fundamentais para a perda de peso. Óleos essenciais da aromaterapia também podem auxiliar nesse despertar emocional e na queima de gorduras.
Procure auxílio na natureza para melhorar a sua qualidade de vida e bem-estar! :)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Algumas informações sobre o óleo essencial de grapefruit


O óleo essencial de grapefruit é extraído da casca do fruto por pressão a frio, e rende 10 gramas por kilo de casca.
O seu aroma é cítrico e tem a coloração amarelo-claro.


Aplicações mais comuns: o óleo de grapefruit é principalmente indicado para o tratamento e prevenção de celulite, tem propriedades lipolíticas, desintoxicantes e regeneradoras. Combinado com o óleo essencial de alecrim e o óleo vegetal de gérmen de trigo, forma a sinergia perfeita para o combate à celulite. Estimula o funcionamento do fígado purificando o sangue, além de regenerar o metabolismo celular. Seu aroma leve e fresco age evocando uma sensação de descontração e motivação.

Estrutura molecular do grapefruit: 90%monoterpenos, 5% álcoois terpênicos e menos que 5% aldeídos. Os monoterpenos são regeneradores, fungicidas e lipolíticos; Os álcoois terpênicos são cicatrizantes, estimulantes e desinfetantes e os aldeídos são estimulantes emocionais, antidepressivos e imunoestimulantes.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O óleo essencial de gerânio


O gerânio (Pelargonium graveolens) é considerado o "melhor amigo" da mulher na aromaterapia, apesar disso, também pode ser útil aos homens. Vejamos a seguir as propriedades e as indicações fisiológicas do óleo essencial de gerânio:

Sistema nervoso: por suas propriedades analgésicas, antiespasmódicas, calmantes, relaxantes e equilibradoras é indicado para acalmar a ansiedade e a depressão; Também é ideal para aliviar o estresse diário.

Sistema circulatório e linfático: anticoagulante, flebotônico, descongestionante, desintoxicante e diurético. Útil para tratar hemorróidas, úlceras varicosas, congestões linfática e sanguínea e retenção de fluidos. Possui efeito positivo no tratamento da celulite, beneficiando a eliminação de toxinas e minimizando a retenção de fluidos e edemas nos tornozelos.

Sistema reprodutor: equilibrador, tônico, restaurador e descongestionante. Trata as mamas ingurgitadas, a mastite, as rachaduras nos mamilos, a hemorragia uterina, a candida albicans, a TPM, a disfunção menstrual (amenorréia e dismenorréia). É excelente para minimizar a flutuação hormonal, com variação de estado de ânimo e no humor, a frigidez, a infertilidade, a menopausa e suas consequências: como ondas de calor, insônia, suores noturnos, ressecamento vaginal, irritabilidade, diminuição da libido, depressão e ataques de pânico.

Sistema endócrino: regulador das glândulas supra-renais - consideradas glândulas da bravura, da coragem e do estresse. Indicado para quem sofre de estresse crônico e de adaptação por longo tempo, ou para quem tem muita dificuldade de adaptar-se a situações novas, em especial de fazer mudanças.

Distúrbios no nível psicológico: esse óleo beneficia o padrão workholic, os que são extremamente perfeccionistas e os que tem a expressão "Eu tenho que" predominante em seu vocabulário.
Ele é indicado para todos os tipos de crise, inclusive a da meia-idade.
No nível mais elevado do ser, que é a sua parte espiritual, o gerânio auxilia na liberação da energia criativa do espírito e favorece a abertura das percepções da alma e da mente superior, com mais clareza, promovendo assim o desbloqueio da intuição.
Ele ajuda a minimizar a culpa, a autopunição, o medo, a força demasiada e a rigidez para consigo e para com os outros.

Como usar: diluir algumas gotas em água no difusor armático para inalar seu agradável aroma (a quantidade de gotas depende do tamanho do ambiente, mas varia de 1 a 5 gotas) ou diluir 8 gotas do óleo essencial em 30 gramas de creme ou 30ml de óleo vegetal e passar sobre a pele após o banho.

Fonte: MONARI, Vera Lucia Guedes. Informativo Mona´s Flower. 2006.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

As maravilhas do alecrim na aromaterapia!


Ai, que delícia é o cheirinho de alecrim... eu simplesmente amo esse aroma! Além de ser extremamente agradável, o óleo essencial de alecrim (Rosamarinus officinalis) é considerado muito versátil, devido às suas grandes propriedades.

A versatilidade do óleo de alecrim indica a sua utilidade para um grande número de problemas físicos e emocionais. No passado, essa erva representou um grande papel na vida cotidiana dos ingleses; afora seus muitos usos, ele simbolizava a lembrança, o amor e a lealdade, tanto nas casamentos quanto nos funerais, e também era utilizado para curar a dor de cabeça e as dores do coração.

O alecrim é um excelente estimulante físico e mental, e por isso anima a quem está cansado e tem muitos afazeres, além de elevar o astral quando a depressão começa a se fazer presente; ainda como estimulante mental, ele é sempre útil, deviso ao seu poder de ativar a memória.

Por possuir incríveis propriedades, o alecrim é indispensável para os problemas emocionais, porque auxilia as emoções primárias e secundárias com muito maior eficácia do que todos os outros óleos.

Suas propriedades: anticatarral, antiinflamatório, antiespasmódico, fungicida, desintoxicante do fígado e da vesícula biliar, estimulante da circulação, estimulante mental, desperta a alegria e atenua a depressão.

CUIDADOS: o óleo essencial de alecrim não deve ser utilizado por hipertensos e por crianças hiperativas.

FONTE: PRICE, S. Aromaterapia e as emoções: como usar óleos essenciais para equilibrar o corpo e a mente. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. 316p.

Para usufruirmos do alecrim na culinária, aí segue uma receita:

Bruschetta de tomate, manjericão e alecrim:
Ingredientes:
1 colher (sopa) de folhas de manjericão picadas;
6 fatias de pão italiano;
2 tomates maduros, sem sementes, picados em pequenos cubos;
2 dentes de alho crus amassados;
2 colheres (sopa) de azeite de oliva extra-virgem;
sal a gosto;
1 colher (sobremesa) de alecrim fresco picado;
1 dente de alho inteiro.

Modo de preparo: Esfregue o dente de alho na superfície do pão antes de assar e pincele um pouco de azeite. Coloque as folhas de alecrim sobre o pão. Misture os demais ingredientes numa tigela e reserve. Asse o pão em forno aquecido a 180 graus. Retire do forno e cubra com a marinada de tomates. Bom apetite!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O floral californiano Peppermint e o óleo essencial de Hortelã-Pimenta


A semana foi corrida, e o tempo muito curto, por isso não postei nada na última semana... :(
Para me redimir vou dar duas dicas super legais: o floral Peppermint e o óleo essencial de Hortelã-Pimenta!

Sabe quando nos encontramos naquele estado de preguiiiiiiiiiiiiça, quando nossa mente anda cansada, sentimos letargia, e estamos praticamente sem força mental? Quando estamos assim, precisamos de um despertar, de atenção plena, clareza e prontidão mental! Para conquistarmos tal clareza e vibração mental podemos utilizar como ferramentas o Peppermint e o Hortelã-Pimenta.
Tanto o floral quanto o óleo essencial podem ser úteis para conseguirmos desobstruir o corpo e a mente do estado de preguiça e letargia; Eles são altamente benéficos para despertar a mente no caso de estudos e para quem precisa de uma maior concentração para executar qualquer tipo de trabalho. A refrescância do hortelã "refresca" também a mente.

O óleo essencial de Hortelã-Pimenta também é útil para aliviar dores musculares, ativar a digestão e melhorar a circulação sanguínea. Pode-se pingar gotas do óleo essencial em base de creme neutro ou óleo vegetal para massagear o corpo, ou ainda, usufruir desse maravilhoso aroma no ambiente, através do difusor aromático.

Para fazer uso do floral: 4 gotas - 4 vezes ao dia.

Bom fim de semana!!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A importância dos pés





Leonardo Da Vinci referiu-se ao pé como o melhor dispositivo de engenharia do mundo: ele contém cerca de um quarto dos ossos do corpo e absorve três vezes o peso do corpo a cada passo. Apesar disso, o pé é muito esquecido. Pés cansados e doloridos afetam nossa aparência, sensação e movimentos.

Os pés têm milhares de terminações nervosas, por isso uma massagem nos pés regula e beneficia todo o corpo, além de mantê-los macios e flexíveis.

Para preparar a massagem, faça um escalda-pés com água quente por cerca de 10 minutos. Você pode acrescentar na água algumas gotas de óleo essencial de alecrim, para combater a retenção de líquidos; cipreste ou gerânio para cãimbras; e eucalipto ou lavanda para revitalizar. Não se esqueça de diluir o óleo essencial antes em um pouco de mel, pois assim ele se mistura na água. 2 gotas de óleo essencial já são suficientes.

Mistura de óleo para pés cansados: dilua 4 gotas de óleo essencial de lavanda ou hortelã-pimenta em 10ml de óleo de semente de girassol, ou óleo de semente de uva, ou ainda de amêndoas doces. Pode substituir o óleo por 10 gramas de creme neutro.

Mistura de óleo para pés inchados: dilua 3 gotas de óleo essencial de lavanda e 3 gotas de óleo essencial de alecrim em 10ml de óleo de semente de girassol, ou óleo de semente de uva, ou ainda de amêndoas doces. Pode substituir o óleo por 10 gramas de creme neutro.

Faça a massagem antes de dormir, e coloque meias para manter o pé hidratado e a penetração dos óleos essencias através da pele.

FONTE: MAXWELL-HUDSON, C. Aromaterapia&Massagem. São Paulo: Vitória Régia, 2000.112p.

Boa semana para todos que passarem por aqui!!!



segunda-feira, 17 de maio de 2010

Eucalipto e seus benefícios para o inverno!


O inverno está chegando! É tempo de chocolate quente, chás quentinhos, sopinhas, assistir à filmes embaixo das cobertas... E mais um monte de delícias... Mas também, infelizmente, nessa época do ano, há um aumento de casos de problemas respiratórios: gripes, resfriados, sinusites, rinites...

Diante desses problemas, lembro logo do poderoso óleo essencial de eucalipto (Eucalyptus globulus); Facilmente reconhecido pelo seu aroma, que lembra a cânfora, o eucalipto é um remédio clássico para os problemas respiratórios e integra muitos produtos comerciais para resfriados e congestões nasais. Também é usado para mal-estares peitorais, problemas musculares e para purificar o ar. Original da Austrália, a árvore foi introduzida na Europa no final do século XVIII e destilada comercialmente nos anos 1850.

Propriedades terapêuticas:
tradicionalmente, os aborígenes australianos cobriam feridas com folhas de eucalipto para apressar a cura. Pesquisas recentes confirmam que o óleo tem propriedades antiinflamatórias e alívio de dores, e pode reduzir inchaços e acelerar a cura.

Dores e indisposições: o óleo de eucalipto parece esfriar a pele, mas aquece os músculos; para dor nas costas (rigidez e dores na região lombar, ombros e pescoço) uma massagem com óleo essencial de eucalipto pode trazer muitos benefícios e bem-estar; para isso, adicione até 5 gotas do óleo essencial em 20ml de óleo carreador (óleo de amêndoas doces ou óleo de semente de uva, por exemplo) ou em 20g de creme de massagem. O cineol que ele contém, torna-o analgésico, e também baixa febres.

Problemas respiratórios:
o principal constituinte do óleo essencial de eucalipto, o cineol, é responsável por seus poderosos efeitos anti-séptico, antivirótico e expectorante. Use-o diluído em água nos difusores aromáticos (4 gotas), assim o aroma do eucalipto espalha-se no ambiente, e penetra no organismo por via aérea; ou em massagens, como citado acima, principalmente na região das costas e peitoral - o aroma forte relaxa o peito e pode aliviar a congestão.

Alergias e infecções:
o eucalipto possui propriedades antibacterianas, é um bom agente antivirótico e estimula o sistema imunológico. Quando usado em difusores aromáticos, ou vaporizadores, o oléo essencial reduz micróbios no ar.

Contra-indicações:
não é indicado o uso de eucalipto por pessoas asmáticas e por pessoas que fazem qualquer tratamento com homeopatia.

Fonte: MAXWELL-HUDSON, C. Aromaterapia & Massagem. São Paulo: Vitória Régia, 2000. 112p.

domingo, 10 de janeiro de 2010

As propriedades do óleo essencial de lavanda


A melhor lavanda do mundo é a francesa. Ao contrário do que muita gente pensa, as maravilhosas flores roxas que predominam as partes mais baixas da França não são da lavanda propriamente dita. Na verdade, essas flores são da lavandinha (Lavandula X intermedia), que resulta de um cruzamento entre a lavanda verdadeira (Lavandula angustifolia) e a Lavandula spica; além de essa última possuir um aroma mais próximo da cânfora, ela é bem maior e produz também uma quantidade maior de óleo essencial. E digo isso porque alguns óleos disponíveis no mercado são de lavandinha; portanto, se você quiser a lavanda verdadeira, verifique o rótulo e veja se está escrito Lavandula angustifolia.

Dentre as muitas propriedades da lavanda, a mais célebre é a sua ação curativa sobre as queimaduras. Ela também é excelente contra dores de cabeça, sobretudo quando usada no início da dor. Esse óleo essencial tão popular é encontrado na maioria dos produtos aromaterápicos para pele, por causa de sua propriedade equilibrante, que beneficia tanto a pele seca quanto oleosa, fazendo com que a pele retome sua normalidade.
A lavanda é calmante, equilibradora das emoções (ou seja, acalma e anima, regulando o sistema nervoso), é antiinflamatória e cicatrizante.

Para casos de insônia, por exemplo, é aconselhável pingar uma gota do óleo essencial de lavanda no travesseiro, e o aroma ajudará a equilibrar e a restaurar o sono.

Em casos de queimaduras, feridas, furúnculos e outros problemas associados à pele, deve-se pingar o óleo essencial diretamente na pele, ajudando a restaurar o equilíbrio da mesma.


Já em casos de estresse, ansiedade e desânimo, pode-se pingar uma gotinha do óleo essencial nas têmporas, ou pulsos, e o aroma ajudará a restabelecer as emoções, de forma suave, a fim de recuperar a saúde emocional.


Fonte: PRICE, S. Aromaterapia e as emoções: como usar óleos essenciais para equilibrar o corpo e a mente. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. 322p.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Aromaterapia e depressão


Costuma-se abusar da palavra "depressão", logo muitas pessoas se dizem "deprimidas" quando, na verdade, estão sentindo uma tristeza temporária, ou uma queda de ânimo, para esses estados deveríamos usar as palavras melancolia e desânimo.

Felizmente, a maioria das pessoas "desperta" desse estado temporário de desânimo após um curto período de dias para retornar a sua "normalidade emocional".
Entretanto, quando alguém está se sentindo por baixo, seja pelas muitas mudanças em suas experiências emocionais, ou pela persistência de situações causadoras de melancolia, esse quadro corre o risco de desenvolver um verdadeiro estado depressivo.

A depressão é composta por um amplo espectro de disposições e não somente aquelas que indicam a apatia e a falta ou variação de humor, pois quem a sofre também se sente letárgico e aborrecido, além de demonstrar, frequentemente, uma falta de interesse em tudo. Mas algumas outras emoções também se agregam ao estado depressivo, tais como tristeza, sofrimento, remorso e vergonha. Segundo Rita Carter, a depressão é muito mais do que um simples estado de humor, uma vez que o cérebro de quem está deprimido é bem menos ativo do que o de uma pessoa normal, o que provavelmente contribui para os sintomas físicos da fadiga e da letargia.
Antes que uma pessoa possa ser "oficialmente" diagnosticada como depressiva, é necessário que sejam confirmados dois fatores: que a sua vida social esteja atingida e que esse quadro se apresente durante, pelo menos, duas semanas, embora alguns médicos situem o prazo de um mês.

Os sintomas procurados pelos médicos são os seguintes: falta de energia (sensação constante de "esgotamento"); problemas com o sono (dificuldades para dormir ou acordar muito cedo e de não conseguir dormir novamente); fazer tudo muito lentamente e irritação e incapacidade de se concentrar nas coisas.
Quando a depressão torna-se crônica, a pessoa que sofre é tomada pela impressão de que sua situação será interminável, não só porque se sente desamparada, mas também porque fica mentalmente exaurida e frequentemente pessimista, achando-se desprovida de qualquer valor.

Para a depressão, a aromaterapia - o uso de óleos essenciais - pode ser de grande valia. Os óleos essenciais neurotônicos e estimulantes, listados a seguir, são alguns dos mais apropriados para atenuar a depressão e estimular a mente:
Manjerona, lavanda e néroli.

Manjerona (
Origanum majorana): possui um amplo leque de propriedades indispensáveis para quem quer lidar com o sofrimento; relaxa os nervos, além de ser analgésica e capaz de aliviar a dor dos pesares. As propriedades neurotônicas que lhe são inerentes indicam sua eficácia para a depressão nervosa, já que elevam o ânimo e servem de auxílio para que se consiga lidar com a angústia e a exaustão emocional. A manjerona também é calmante, e por isso, ajuda quando houver preocupações, agitação e irritabilidade.

Lavanda (
Lavandula angustifolia): relaxa a mente e deixa o sono mais fácil, sendo ainda tônica para o sistema nervoso, ela é bastante eficaz quando aparece a depressão; ajuda a dispersar dores e ferimentos mentais e os pensamentos irritadiços. A lavanda é capaz de nos encorajar a aceitar as situações aflitivas, e ainda é capaz de "varrer o sofrimento".

Néroli (
Citrus aurantium var. amara - flor de laranjeira): ligeiramente tranquilizante é mais útil para os choques emocionais que iniciam os processos de sofrimento. Além de ajudar a dormir, esse óleo é neurotônico e eleva o ânimo quando aparece a fadiga. Seu maravilhoso aroma é capaz de aliviar aquela "dor emocional profunda que mina a esperança e a alegria". O óleo essencial extraído das folhas dessa mesma árvore (Citrus aurantium var. amara - folha) energiza o sistema nervoso, e por isso deve ser considerado na escolha de óleos essenciais a serem usados para esse caso, a despeito do seu preço elevado.

Fonte: PRICE, S. Aromaterapia e as emoções: como usar óleos essenciais para equilibrar o corpo e a mente. Rio de Janeiro: Bertrand, 2001. 316p.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Indicações do óleo essencial de bergamota


A bergamota é um fruto cítrico, não comestível e híbrido; é produzida exclusivamente para extração do seu potente óleo essencial, chamado de "Maná dos deuses" pelo povo que habita a região sul da Itália.

No campo psíquico, a bergamota tem um grande potencial terapêutico como libertadora para variados tipos de distúrbios; atua como restauradora da liberdade para aqueles que se sentem aprisionados aos seus medos, sofrimentos, dores, tristezas, ressentimentos, traumas e raivas.
Tudo isto pode ser considerado como restrições internas, pois é sabido que sentimentos enterrados vivos, jamais morrem, até que sejam encarados e resolvidos.
Pessoas aprisionadas neste perfil são frequentemente sofredoras de retraimento, isolamento, timidez, desconfiança - podem ser muito reativas, inseguras e profundamente sensíveis; grande parte apresenta quadro depressivo crônico e / ou ansiedade, condições as quais a bergamota tem indicação terapêutica bastante positiva.
A raiva pode ser uma das emoções expressadas com grande frequencia, o que pode ser um sinalizador de um mecanismo de defesa, o qual esconde verdadeiros sofrimentos internalizados não resolvidos, mas ainda latentes e vivos, clamando por resoluções.
Curando-se a dor e o sofrimento interno, desaparecem sintomas de raiva e depressão; a sensação de isolamento e de muitas outras condições que podem acompanhar o quadro também somem. Assim, novas possibilidades surgirão - a passagem de sombra para a luz, a morte dando lugar a vida, que abre caminho para expressar-se livremente.
O oléo essencial de bergamota atua muito bem em pessoas hipersensíveis, ajudando-as a administrarem as situações relacionadas com perdas, dor, sofrimento, mágoas, ressentimentos, frustrações e muitas outras condições que podem afetá-las profundamente. A bergamota confere firmeza, determinação e confiança interna de que tudo tem evolução em começos, meios e fins.

No campo físico, a bergamota age como um excelente óleo digestivo, principalmente em casos de indigestão provocada por alimentos gordurosos, frituras, açúcares; regenerador das células do fígado, colaborador para a recuperação em ocorrências de alcoolismo.
O óleo essencial de bergamota, associado ao óleo essencial de limão, forma uma excelente sinergia para equilibrar o pH do corpo, e consequentemente, preservar a saúde em geral.
Na pele age combatendo a oleosidade; pode também ser usado no preparo de xampus para tratar cabelos oleosos com a presença de caspa.

PRECAUÇÕES: atenção e cuidados devem ser tomados ao se fazer uso do óleo de bergamota, assim como todos os óleos cítricos, pois são óleos fototóxicos, ou seja, fotossensibilizantes, e podem manchar a pele; logo, se for aplicado ao corpo é preciso não se expor ao sol por 24 horas após o seu uso.
Também é importante lembrar, que para ser aplicado a pele, os óleos essenciais (com exceção da lavanda) devem ser misturados a cremes ou óleos corporais. É proibido o uso de óleos essenciais internamente, ou seja, eles não devem ser ingeridos.

sábado, 14 de novembro de 2009

Seu tipo aromático


Vamos fazer um teste para saber qual a categoria de óleos essenciais mais indicada para o seu tipo de personalidade?

Este é um exercício adaptado do trabalho de Valerie Ann Worwood, aromaterapeuta, cujo enfoque de estudo é o uso dos aromas de acordo com o perfil de personalidade.
Você deverá se reconhecer dentro de um dos nove grupos de personalidades: flor, fruta, erva, folha, resina, raiz, semente, especiaria ou madeira.

A seguir as descrições de personalidade com o grupo correspondente, e no fim, os óleos essenciais mais apropriados para cada uma desses grupos de personalidade. Escolha qual desses você mais se encaixa atualmente, já que algumas questões emocionais são variáveis de acordo com o momento. Se preferir, peça a alguém do seu convívio que lhe auxilie a escolher, mas procure ser honesto com você mesmo!

1. Aspiro por status, admiração e destaque. Possuo entusiasmo, energia, dinamismo, bom humor, busco a perfeição em tudo aquilo que faço; sou amoroso, apaixonado, flexível, confiável e sensível. Oscilo de humor, preocupo-me com a aparência e a imagem pessoal. Sou muito vaidoso e considero-me charmoso, sensual e muito sociável. Amor, dinheiro e sucesso são importantes para mim. FLOR

2. Aspiro por harmonia interior, segurança, respeito e aprovação. Sou leal, dedicado, cooperativo, emocionalmente equilibrado, inspirado e amoroso; procuro ajudar os outros, mas às vezes torno-me submisso. Mantenho velhas amizades, e sinto a necessidade de pertencer. Sou entusiasmado e alegre. Oscilo entre introversão e extroversão. Sou criativo e intuitivo. Deixo-me levar por sentimentos de inferioridade; a indecisão e a impaciência podem me assombrar apagando meu brilho. FRUTA

3. Aspiro amar e ser amado. Possuo senso de humanidade, generosidade e altruísmo; sou solícito e apoio os que me cercam. Fico ressentido quando não recebo dos outros aquilo que ofereço. No fundo, acho que muito do que eu faço é por uma busca de reconhecimento. Às vezes sinto-me angustiado. ERVA

4. Aspiro conectar-me com o meio, entender a perspectiva global e obter sabedoria. Considero-me visionário, curioso, perceptivo, inovador, intuitivo e observador. Minha mente está sempre alerta e procuro entender melhor o mundo. É natural ficar isolado, um tanto solitário, pois procuro essa introspecção para pensar e raciocinar. Sou detalhista e idealista; vulnerável às críticas e hipersensível. FOLHA

5. Aspiro por um propósito! Sou realista, consciencioso, ético, grato e gentil. Busco a moral, a verdade e a justiça. Considero-me eficiente, organizado, persistente, persuasivo e cuidadoso. Sinto-me desolado com os erros morais que as pessoas cometem ao próximo; torno-me crítico e intolerante. Pareço arrogante e orgulhoso, pois busco a perfeição em mim e nos outros. Não aeito o fracasso. RESINA

6. Aspiro pela paz e pelos valores. Sou tranquilo, leal, paciente, gentil, confiável e cuidadoso; confio nos outros e em mim mesmo. Também me considero despretensioso e estável, carinhoso e receptivo, convencional, tradicionalista, modesto e dedicado. Às vezes confuso, melancólico, desinteressado e apático. Posso cair em fraqueza emocional e necessito ser ancorado por alguém. RAIZ

7. Gosto de controlar e determinar as situações. Sou corajoso, autoritário, decidido, forte, visionário e expansivo; também determinado e independente, sei exatamente o que eu quero e luto por isso. Sigo regras intelectuais e sociais; sou assertivo e luto pelas causas e ideais; Um pouco individualista; dominador, ditador, severo. MADEIRA


8. Procuro criar a beleza e o entendimento.
Sou criativo, inspirado, intuitivo, energético, atento, desperto, sensível e alegre. Sou cheio de vida e espiritualizado; o belo e o romance são essenciais na minha vida. Minha alma é delicada e sensível, vivo profundamente os sentimentos; Também sou sonhador. SEMENTE


9. Busco o prazer, o poder e o status! Sou animado, fascinante, vivaz, brilhante, gracioso, sedutor, auto confiante, prático, dinâmico, espontâneo, talentoso, extrovertido e exibicionista. Posso ser considerado passional, controlador e até arrogante. Reajo de modo entusiasmado e exagerado, motivado para tudo. Às vezes sou egoísta, impulsivo, rude e impaciente. ESPECIARIA


Sua personalidade é:

FLOR:
camomila, ylang - ylang, lavanda, flor de limão, néroli.

FRUTA: bergamota, laranja doce, limão, tangerina, junípero.

ERVA: hortelã pimenta, alecrim, tomilho, manjericão, manjerona.

FOLHA: eucalipto, tea tree, pinheiro, cajepute.

RESINA: olíbano, mirra, benjoin.

RAIZ: gengibre, valeriana, vetiver.

MADEIRA: sândalo, pau rosa, canela.

SEMENTE: anis, funcho, coentro.

ESPECIARIA: anis, canela, gengibre, cravo.