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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Os benefícios de um bom sono


Dormir não é apenas descansar. De certo modo, é durante o sono que o corpo trabalha bastante, inclusive para se recuperar do desgaste diário. Um sono de qualidade garante não só disposição física e mental como ajuda a afastar a obesidade e os problemas cardiovasculares.
Vejamos os benefícios de uma boa noite de sono:

1. Efeitos positivos na balança: não adianta só suar a camisa e fazer dieta a semana inteira. Saiba que para perder os quilos extras é preciso dormir bem. Ao adormecermos, a produção de hormônio da saciedade, a leptina, aumenta e a da grelina, o do apetite, diminui consideravelmente. O sono adequado permite que esse sistema fique bem regulado, limitando aquela vontade de atacar a geladeira no dia seguinte.

2. Relógio ajustado: é no breu noturno que a glândula pineal secreta a melatonina. Graças a ela temos um sono restaurador - e todos os órgãos trabalham direito e na hora certa. Hormônio do nosso sistema biológico, sua produção é inibida em ambientes iluminados. Portanto, nunca durma de luz acesa ou em frente à TV.

3. Bem-estar: se por um lado diminuimos a produção do hormônio do estresse, por outro, aumentamos a liberação de serotonina, responsável pelas sensações agradáveis. Além de diminuir a tristeza, esse neurotransmissor reduz a vontade de ingerir doces para acalmar os ânimos.

4. Crescimento: a glândula pituitária, situada na base do cérebro, produz GH, o hormônio do crescimento, enquanto você dorme. Não pense que se trata de uma substância importante apenas para crianças. Nada disso! Além de esticar os ossos, ela promove a queima de gordura e regula o açúcar no sangue.

5. Mais memória: durante o sono, uma área do cérebro chamada hipocampo transmite as informações recebidas durante o dia a outra área, o córtex. Este organiza os dados, seleciona o que é útil e armazena no cérebro. Pela manhã ficará mais fácil resolver aquele problema aparentemente sem solução.

6. Diminuição do estresse: durante o sono, seu corpo reduz a produção de cortisol e adrenalina, dupla hormonal fabricada pelas glândulas supra renais que dispara nos momentos de tensão. É uma trégua para o corpo, depois de um dia atribulado. E essa trégua faz a diferença: quem não dá esse tempo no cortisol não consegue controlar os nervos.

7. Coração resguardado: de dia, o sistema nervoso autônomo, mantém nossos batimentos cardíacos em perfeito equilíbrio. Quando dormimos, porém, ele diminui sua atividade, fazendo com que a frequência cardíaca fique 20% abaixo do normal durante a maior parte da noite. Se nos privamos do sono, é como se nosso coração não descansasse; logo, dormir diminui o risco de problemas cardiovasculares.

Fonte: Revista Saúde. Editora: Abril. Número: 324. Maio, 2010.

Dicas para dormir bem:

Tome um banho quentinho antes de deitar, pois ajuda no relaxamento;
Chás calmantes como camomila, capim-limão, erva doce podem ser ingeridos antes de deitar;
Uma gota do óleo essencial de lavanda no travesseiro ajuda a induzir o sono;
Evite grandes estímulos à noite, como televisão no quarto e música alta no ambiente; prefira músicas clássicas baixinhas, e leia algum livro edificante, com mensagens agradáveis - fique longe de notícias de violência;
Deite-se apenas quando tiver sono, a fim de evitar estar deitado e repensando em possíveis problemas acumulados durante o dia;
E por fim, a essência floral Rescue Sleep (associação do Rescue Remedy com o White Chestnut) ajuda a trazer boas noites de sono, se tomada 4 gotas/4 vezes ao dia.




domingo, 10 de janeiro de 2010

As propriedades do óleo essencial de lavanda


A melhor lavanda do mundo é a francesa. Ao contrário do que muita gente pensa, as maravilhosas flores roxas que predominam as partes mais baixas da França não são da lavanda propriamente dita. Na verdade, essas flores são da lavandinha (Lavandula X intermedia), que resulta de um cruzamento entre a lavanda verdadeira (Lavandula angustifolia) e a Lavandula spica; além de essa última possuir um aroma mais próximo da cânfora, ela é bem maior e produz também uma quantidade maior de óleo essencial. E digo isso porque alguns óleos disponíveis no mercado são de lavandinha; portanto, se você quiser a lavanda verdadeira, verifique o rótulo e veja se está escrito Lavandula angustifolia.

Dentre as muitas propriedades da lavanda, a mais célebre é a sua ação curativa sobre as queimaduras. Ela também é excelente contra dores de cabeça, sobretudo quando usada no início da dor. Esse óleo essencial tão popular é encontrado na maioria dos produtos aromaterápicos para pele, por causa de sua propriedade equilibrante, que beneficia tanto a pele seca quanto oleosa, fazendo com que a pele retome sua normalidade.
A lavanda é calmante, equilibradora das emoções (ou seja, acalma e anima, regulando o sistema nervoso), é antiinflamatória e cicatrizante.

Para casos de insônia, por exemplo, é aconselhável pingar uma gota do óleo essencial de lavanda no travesseiro, e o aroma ajudará a equilibrar e a restaurar o sono.

Em casos de queimaduras, feridas, furúnculos e outros problemas associados à pele, deve-se pingar o óleo essencial diretamente na pele, ajudando a restaurar o equilíbrio da mesma.


Já em casos de estresse, ansiedade e desânimo, pode-se pingar uma gotinha do óleo essencial nas têmporas, ou pulsos, e o aroma ajudará a restabelecer as emoções, de forma suave, a fim de recuperar a saúde emocional.


Fonte: PRICE, S. Aromaterapia e as emoções: como usar óleos essenciais para equilibrar o corpo e a mente. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. 322p.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Aromaterapia e depressão


Costuma-se abusar da palavra "depressão", logo muitas pessoas se dizem "deprimidas" quando, na verdade, estão sentindo uma tristeza temporária, ou uma queda de ânimo, para esses estados deveríamos usar as palavras melancolia e desânimo.

Felizmente, a maioria das pessoas "desperta" desse estado temporário de desânimo após um curto período de dias para retornar a sua "normalidade emocional".
Entretanto, quando alguém está se sentindo por baixo, seja pelas muitas mudanças em suas experiências emocionais, ou pela persistência de situações causadoras de melancolia, esse quadro corre o risco de desenvolver um verdadeiro estado depressivo.

A depressão é composta por um amplo espectro de disposições e não somente aquelas que indicam a apatia e a falta ou variação de humor, pois quem a sofre também se sente letárgico e aborrecido, além de demonstrar, frequentemente, uma falta de interesse em tudo. Mas algumas outras emoções também se agregam ao estado depressivo, tais como tristeza, sofrimento, remorso e vergonha. Segundo Rita Carter, a depressão é muito mais do que um simples estado de humor, uma vez que o cérebro de quem está deprimido é bem menos ativo do que o de uma pessoa normal, o que provavelmente contribui para os sintomas físicos da fadiga e da letargia.
Antes que uma pessoa possa ser "oficialmente" diagnosticada como depressiva, é necessário que sejam confirmados dois fatores: que a sua vida social esteja atingida e que esse quadro se apresente durante, pelo menos, duas semanas, embora alguns médicos situem o prazo de um mês.

Os sintomas procurados pelos médicos são os seguintes: falta de energia (sensação constante de "esgotamento"); problemas com o sono (dificuldades para dormir ou acordar muito cedo e de não conseguir dormir novamente); fazer tudo muito lentamente e irritação e incapacidade de se concentrar nas coisas.
Quando a depressão torna-se crônica, a pessoa que sofre é tomada pela impressão de que sua situação será interminável, não só porque se sente desamparada, mas também porque fica mentalmente exaurida e frequentemente pessimista, achando-se desprovida de qualquer valor.

Para a depressão, a aromaterapia - o uso de óleos essenciais - pode ser de grande valia. Os óleos essenciais neurotônicos e estimulantes, listados a seguir, são alguns dos mais apropriados para atenuar a depressão e estimular a mente:
Manjerona, lavanda e néroli.

Manjerona (
Origanum majorana): possui um amplo leque de propriedades indispensáveis para quem quer lidar com o sofrimento; relaxa os nervos, além de ser analgésica e capaz de aliviar a dor dos pesares. As propriedades neurotônicas que lhe são inerentes indicam sua eficácia para a depressão nervosa, já que elevam o ânimo e servem de auxílio para que se consiga lidar com a angústia e a exaustão emocional. A manjerona também é calmante, e por isso, ajuda quando houver preocupações, agitação e irritabilidade.

Lavanda (
Lavandula angustifolia): relaxa a mente e deixa o sono mais fácil, sendo ainda tônica para o sistema nervoso, ela é bastante eficaz quando aparece a depressão; ajuda a dispersar dores e ferimentos mentais e os pensamentos irritadiços. A lavanda é capaz de nos encorajar a aceitar as situações aflitivas, e ainda é capaz de "varrer o sofrimento".

Néroli (
Citrus aurantium var. amara - flor de laranjeira): ligeiramente tranquilizante é mais útil para os choques emocionais que iniciam os processos de sofrimento. Além de ajudar a dormir, esse óleo é neurotônico e eleva o ânimo quando aparece a fadiga. Seu maravilhoso aroma é capaz de aliviar aquela "dor emocional profunda que mina a esperança e a alegria". O óleo essencial extraído das folhas dessa mesma árvore (Citrus aurantium var. amara - folha) energiza o sistema nervoso, e por isso deve ser considerado na escolha de óleos essenciais a serem usados para esse caso, a despeito do seu preço elevado.

Fonte: PRICE, S. Aromaterapia e as emoções: como usar óleos essenciais para equilibrar o corpo e a mente. Rio de Janeiro: Bertrand, 2001. 316p.